Escravidão No Brasil, a escravatura nasce com a colonização, sobrevive a ela e é oficialmente extinta apenas em 1888. A escravidão atinge primeiro os indígenas e, depois, os africanos. Sociedade e religião A inserção da população negra na sociedade se dá pelo trabalho, através do qual mistura-se à branca na convivência familiar, social e cultural. A miscigenação avança, com um número cada vez maior de mulatos. Nasce uma religiosidade popular em torno das irmandades católicas, fundadas pela Igreja, e dos terreiros de umbanda e candomblé, criados pelos negros. Em 1800, cerca de dois terços da população do país 3 milhões de habitantes é formada por negros e mulatos, escravos ou libertos. Apesar dessa interação, a escravidão mantém-se como condição social inferior, perpétua e hereditária, regulada pela lei da alforria (concessão da liberdade pelo proprietário, mediante indenização). Os escravos sempre resistem a ela: fogem das fazendas para seus quilombos nos sertões rebelam-se nas cidades com arruaças, revoltas. Na segunda metade banditismo. do século XIX, cresce o movimento abolicionista no país, com a participação de brancos, negros, mulatos, escravos e libertos. Quando a escravidão é extinta em 1888, permanece sua herança no interior da sociedade brasileira e exposta na discriminação racial, social e econômica dos negros e mulatos. Ganhando o direito de votarem. Fonte de Pesquisa: Almanaque Abril Digital Eliomar Silva do Espírito Santo |